Projeto focado nas áreas da biotecnologia aquática, ambiente e tecnologias energéticas é um dos seis escolhidos
O Instituto Politécnico de Setúbal foi selecionado para liderar uma das novas propostas de Centros de Excelência de Investigação Aplicada no âmbito da aliança universitária europeia E³UDRES², reforçando o seu posicionamento estratégico na investigação e inovação à escala internacional.
A proposta AQUA-TECH, focada nas áreas da biotecnologia aquática, ambiente e tecnologias energéticas, é uma das seis escolhidas na segunda chamada aberta da aliança. O projeto envolve investigadores de várias instituições europeias e aborda desafios ligados ao ambiente, energia e sustentabilidade.
A iniciativa coloca o instituto no centro do desenvolvimento de soluções inovadoras em biotecnologia aquática, um domínio considerado chave para responder a questões como a transição energética, a proteção dos ecossistemas e o uso sustentável dos recursos naturais. A equipa envolve também investigadores da MATE – Universidade Húngara de Agricultura e Ciências da Vida, Universidade Politécnica de Timişoara (Roménia), Universidade de Ciências Aplicadas de Sankt Pölten, (Áustria) e Universidade de Ciências Aplicadas de Vidzeme (Letónia).
No total, e após um primeiro concurso realizado em 2024, no qual foram selecionadas quatro propostas, a aliança conta agora com 10 centros em fase de desenvolvimento. Estes serão avaliados quanto à sua maturidade e impacto antes de receberem o estatuto oficial de Centros de Excelência, num processo competitivo que visa garantir que apenas os projetos com maior potencial científico e relevância estratégica avancem.
Além do AQUA-TECH, liderado pelo docente e investigador Ricardo Salgado, o Politécnico de Setúbal está também envolvido em dois dos novos centros-piloto, RESONANCE e CIRCULATE, “dedicados às temáticas da cibersegurança e economia circular, bem como aos quatro selecionados na primeira chamada, nas áreas das tecnologias emergentes no desenho de experiências de arte e cultura, modelos de negócio para gestão da sustentabilidade, robótica e saúde digital”, lê-se em informação enviada a O SETUBALENSE.
Esta distinção representa “não só o reconhecimento da qualidade da sua investigação, mas também uma oportunidade de aprofundar colaborações internacionais e contribuir ativamente para soluções sustentáveis com impacto regional e europeu”.