Francisco Alves Rito: “Na próxima época vamos precisar de um orçamento ainda mais robusto”

Francisco Alves Rito: “Na próxima época vamos precisar de um orçamento ainda mais robusto”

Francisco Alves Rito: “Na próxima época vamos precisar de um orçamento ainda mais robusto”

Desportivamente, a equipa principal do Vitória conseguiu domingo um triunfo (3-1) sobre o Sesimbra, resultado que permite manter a liderança do campeonato com uma vantagem de 10 pontos para o Olímpico do Montijo (2.º). Concorda que só uma hecatombe impedirá o Vitória de se sagrar campeão?

A nossa perspetiva é de enorme confiança de que vamos terminar o campeonato com uma diferença pontual muito grande relativamente ao segundo. Aliás, acreditamos que estes 10 pontos ainda vão transformar-se numa vantagem maior até ao final da competição. A nossa equipa mostra uma grande capacidade, muita combatividade e capacidade de, em campo, vencer todos os jogos. Acreditamos que o Montijo ainda acabará por perder mais alguns pontos e, portanto, o que esperamos é uma vantagem ainda mais dilatada no final. É mérito da nossa estrutura, da direção também, porque criou as condições necessárias para tudo o resto, mas muito da nossa direção desportiva, do diretor Carlos André, da equipa técnica, do Paulo Martins e da sua equipa de adjuntos, e também muito mérito dos jogadores que têm mostrado que sabem o que é o Vitória. Não têm só capacidade técnica, qualidade e talento, têm também uma dedicação, um empenho que está à altura dos pergaminhos do Vitória e eles têm sabido honrar a camisola que vestem.

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Pergaminhos que levam também o clube a querer juntar a conquista do campeonato à Taça AFS ‘Joaquim Sousa Marques’, prova em que a equipa defronta nas meias-finais (sexta-feira) o Lagameças, da 2.ª divisão…

O Vitória quer mesmo juntar esse título a esta época, o Vitória tem uma certa obrigação de jogar para ganhar em todos os jogos e lutar por todos os títulos e, portanto, sendo assim, naturalmente que a Taça da Associação de Futebol de Setúbal é também um troféu que queremos conquistar este ano. No entanto, temos plena consciência de que jogar nas Lagameças não é só defrontar esse adversário, que é uma equipa aguerrida, que se bate bem e que dá tudo, mas jogar também num campo em que as coisas nunca são fáceis.

Será um desafio e eu creio que a nossa equipa, tanto os onze que vão jogar dentro de campo, como todo o resto do plantel e a equipa técnica estão preparados e que saberão ultrapassar este obstáculo com o apoio de todos os adeptos. Acreditamos que vai ser uma enchente, para não dizer uma invasão, que tem sempre um significado um pouco mais pejorativo, na próxima sexta-feira nas Lagameças.

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No jogo de domingo com o Sesimbra estiveram quase três mil espectadores no Bonfim. Enquanto líder do clube, o que representa a assistência de 2.892 pessoas no Estádio?

Assistências como a que tivemos agora são de um enorme significado. Não é só simbólico por termos muitos adeptos, mas também porque mostra que o Vitória é grande, é um clube da I Liga, e esse aspeto tem uma tradução também prática. Desde logo o apoio à equipa, o 12.º jogador é extremamente importante, isso já foi demonstrado muitas vezes durante esta época e noutras anteriores, e é também a questão da receita. A bilheteira continua a ser um fator de receita muito importante para o Vitória. Aprovámos ainda agora as contas de 2025, com o crescimento da receita, com melhores resultados do que em 2024, um aumento exponencial dos resultados positivos, o que demonstra a boa gestão.

Esses números são um reflexo de que o trabalho está a surtir efeitos práticos…

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Sim, mas não podemos ficar por aqui, nós no próximo ano, na próxima época, vamos precisar de um orçamento ainda mais robusto. O Vitória tem que continuar a crescer e sobretudo tem que continuar sempre a manter esta preocupação de ter receitas superiores às despesas e ter contas equilibradas. E para isso, como sabemos que o aumento das despesas é certo, temos de continuar a fazer aumentar a receita. Os vitorianos, enquanto sócios, e depois também enquanto assistentes nos jogos, para a bilhética, são da maior importância.

O setubalense José Mourinho, atual treinador do Benfica, também esteve entre os vitorianos que presenciaram o encontro. Tiveram a oportunidade de se falar?

O José Mourinho esteve presente no estádio e quis fazê-lo de forma quase anónima, mas nós tivemos a oportunidade de cumprimentá-lo a ele e aos membros da sua equipa técnica no atual clube, que são aqui de Setúbal, o Formosinho e o Nuno Santos. Fomos cumprimentá-los, gostamos muito de os ter cá, gostamos muito que José Mourinho dê estes sinais de carinho pelo clube, que é também o dele e não o esconde e isso enche-nos também o coração.

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