“Quando chegámos o clube tinha 20 atletas, no fim da época 90 e agora tem 200”  

“Quando chegámos o clube tinha 20 atletas, no fim da época 90 e agora tem 200”  

“Quando chegámos o clube tinha 20 atletas, no fim da época 90 e agora tem 200”  

O Monte de Caparica Atlético Clube, que passou recentemente por alguma incerteza quanto ao seu futuro, conseguiu reverter a situação e hoje é um clube que respira saúde devido ao excelente trabalho desenvolvido pelo elenco diretivo presidido por Rodrigo Pimenta, desde agosto de 2023.

Na conversa que tivemos Rodrigo Pimenta confidenciou que é presidente do Monte de Caparica porque foi apanhado na curva, e explica porquê. “Eu, era e sou treinador de futebol. Quando lá cheguei, na época de 2022 / 2023 convidaram-me, a mim e ao Luís Viegas, para sermos os coordenadores da formação. Começámos com 20 miúdos e acabámos a época com 90, fizemos um trabalho junto das escolas mas os melhores já estavam comprometidos com outros clubes. Fomos buscar miúdos que não jogavam à bola e tivemos que desenvolver as suas capacidades, como compete a qualquer treinador. Aliás, a melhor habilidade do treinador é pegar em atletas banais, desenvolver as suas capacidades e  transformá-los em craques. Entretanto, a direção que se encontrava em funções estava cansada e preparava-se para fechar o clube. Eu, e o Viegas, começámos a olhar um para o outro e decidimos avançar. Tomámos a dianteira e em três anos passámos a ter 200 atletas”.

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Há vários anos ligados ao futebol como treinador Rodrigo Pimenta conta como foram os primeiros dias como presidente do clube. “Nunca me tinha preocupado com a gestão dos clubes. Neste caso, quando decidimos avançar fomos apanhados de surpresa porque ficámos a saber que o clube tinha a atividade fechada nas finanças e na segurança social. Na altura fiquei indignado mas hoje penso que até foi muito bom porque, para fechar a atividade, o clube não pode ter dívidas ao Estado, e nós não tínhamos. A única dívida que existia era à Associação de Futebol de Setúbal com quem estabelecemos um plano de pagamento, que estamos a cumprir.  Depois, pedimos a reabertura da atividade nas Finanças, e tivemos que mexer nos estatutos, que estavam completamente obsoletos”.

Com o caminho aberto o elenco diretivo começou a trabalhar com muita vontade e atualmente já são 200 os atletas que praticam futebol no Campo Rocha Lobo.

“Temos uma meta predefinida em relação ao futuro mas não podemos dar um passo maior que a perna. Um clube é como um autocarro, tem uma lotação máxima, normalmente de 50 lugares, mas se quisermos podemos colocar lá 80 pessoas mas nesse caso não damos qualidade, nem segurança, aos passageiros. No clube é igual. Nós, só temos um campo, não podemos cair na asneira de colocar lá mais atletas do que a nossa capacidade, como outros já fizeram, porque consideram que o mais importante é a mensalidade. Nós não queremos isso, a nossa intenção é trabalhar com qualidade e para haver qualidade tem que haver espaço”.

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O clube manteve o reconhecimento da FPF como Entidade Formadora Certificada e, nesse sentido, segundo o presidente, “esta época vamos apostar num coordenador técnico de topo, precisamente para desenvolver a capacidade dos atletas, ele está lá para ajudar os treinadores a desenvolver a capacidade dos atletas e torná-los melhor, com equipas mais competitivas. Há algum tempo atrás éramos a segunda, terceira e quarta opção mas isso acabou, esta época já começámos a ser a primeira opção para alguns atletas”.

Rodrigo Pimenta adiantou que os próximos objetivos passam por “aumentar o número de atletas [de acordo a capacidade das instalações] e ter muito cuidado com a parte financeira. Queremos montar uma estrutura que seja capaz de traçar um plano financeiro prudente e rigoroso. Nos dias de hoje um clube para sobreviver não pode ser gerido como era antigamente, mas sim como se fosse uma empresa, tem que haver rigor e prudência”.

Para que o trabalho seja desenvolvido sem preocupações de maior os apoios são essenciais e nesse aspeto “a Câmara Municipal de Almada tem ajudado. Nós queremos sempre mais mas posso adiantar que o nosso campo [Rocha Lobo] vai passar a ser municipal, já está tudo definido, só estamos à espera de assinar o protocolo para ficarmos a saber quais são as nossas competências e as competências da autarquia, que também nos ajudou na questão da iluminação. Aos poucos as coisas vão melhorando, já pusemos também rede por trás das balizas porque andávamos a perder muitas bolas e estamos a fazer uma nova secretaria para continuar a ser um dos clubes de região com melhores instalações.

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Rodrigo Pimenta deixou bem vincado que não vai deixar o campo e, para além de presidente vai continuar a ser o treinador dos Infantis porque “a minha casa é verde e tem duas balizas de cada lado”, deixou também uma palavra de apreço a Aníbal Santos, “um homem com uma experiência tremenda no associativismo e uma peça fundamental no desenvolvimento do clube, e, em jeito de remate final fez questão de referir que o Monte de Caparica não é só um clube de futebol, “temos também  jiu-jitsu onde já conquistámos 5 medalhas de ouro, 3 de prata e 8 de bronze e, Kempo, com campeões nacionais e internacionais, e muito brevemente iremos ter outra modalidade”.

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