Centro Escolar de Pegões adjudicado após 20 anos de promessas sucessivas

Centro Escolar de Pegões adjudicado após 20 anos de promessas sucessivas

Centro Escolar de Pegões adjudicado após 20 anos de promessas sucessivas

Executivo liderado pelo MVC recorre a ajuste direto para adjudicar construção à empresa Fabulous Episode, por valor pouco acima dos 5 milhões

Depois de dois procedimentos concursais que ficaram desertos, a construção do Centro Escolar de Pegões vai ser adjudicada por ajuste direto, pelo valor de 4 milhões e 777 mil euros mais IVA, à empresa Fabulous Episode. Para trás ficam cerca de duas décadas de uma promessa de obra que, desde 2018, viria a ser inscrita em, pelo menos, oito orçamentos municipais dos sucessivos executivos socialistas.

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A adjudicação da construção do centro escolar foi aprovada na reunião de câmara desta quarta-feira, com três votos favoráveis do movimento Montijo com Visão e Coração (MVC) e um do vereador do PSD. O vereador do PS ausentou-se da sala aquando do início da discussão da proposta e não votou e os dois vereadores do Chega votaram contra, por considerarem que o projeto com vários anos deveria agora ser adequado à realidade atual, além de entenderem que existe um “sério risco de a obra não se concretizar” em face de a empresa adjudicatária “não ter histórico de trabalhos realizados” e de, entre todas as empresas consultadas, ter sido a única a aceitar a empreitada pelo preço proposto pela autarquia. A observação do autarca do Chega, Carlos Almeida, foi feita depois de Fernando Caria, presidente da Câmara, ter informado que foram contactadas 12 empresas e que, apesar de três terem mostrado interesse, apenas uma (Fabulous Episode) aceitou executar a empreitada pelo valor proposto no âmbito do ajuste direto.

“Para nós, este processo é para cair e fazermos um projeto de raiz, para a realidade atual e futura e adequado aos valores atuais [do mercado], porque vamos correr um risco muito sério da obra não ser concretizada”, alertou Carlos Almeida.

O líder do executivo defendeu que a autarquia não pode protelar mais a construção e, no final, foi perentório: “Este executivo vai assumir o risco, vai responsabilizar-se pela obra, queremos o Centro Escolar de Pegões, que já devia estar feito há cinco, seis, dez anos, queremos dar condições aos alunos de Santo Isidro e de Pegões”.

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De permeio, Ilídio Massacote, vereador do MVC que detém o pelouro da Educação, assegurou que o projeto mantém-se atual e com possibilidade de vir a dar resposta a algumas necessidades que surjam de futuro.

“Esta proposta contempla oito salas de aulas para o 1.º ciclo e quatro salas de atividades para o pré-escolar. Não está fora da realidade. Já visitei todas as escolas das zonas rurais, só me falta visitar o 1.º ciclo em Canha, e temos salas de aula com 12, 13 alunos. Essas salas são mais do que suficientes para superar as necessidades atuais e ainda sobram”, assegurou o autarca do MVC. Além disso, adiantou, o futuro equipamento será contíguo à Escola 2,3 de Pegões, que irá ser intervencionada e que ainda dispõe de salas livres – os dois estabelecimentos vão complementar-se. “Se mandarmos abaixo este projeto agora, não iremos conseguir construir o centro escolar neste mandato”, juntou ainda Ilídio Massacote, sem deixar de lamentar que o processo se arraste há 20 anos. “Denota que nunca houve intenção de construir o centro escolar”, disparou, numa crítica direta aos anteriores executivos do PS.

Já Pedro Vieira, vereador do PSD que sustenta maioria à gestão do MVC, reforçou que o centro escolar “é adequado às necessidades de Pegões” e que se insere num espaço que tem capacidade de “ser ampliado em termos de edifício”. O social-democrata lembrou ainda que deixar cair o atual projeto significaria perder financiamento comunitário. “Se não aproveitarmos esta candidatura, se deixarmos cair [o projeto], como estavam a propor, perdemos a oportunidade de ter esta escola”, concluiu, em resposta à vereação do Chega.

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