Fotografias de identificação de redeiras da Companhia Portuguesa de Pesca em Almada

Fotografias de identificação de redeiras da Companhia Portuguesa de Pesca em Almada

Fotografias de identificação de redeiras da Companhia Portuguesa de Pesca em Almada

Fotografias recortadas e tecidas individualmente à mão numa rede de pesca

Ally Nolan observou as semelhanças entre o ofício das redeiras almadenses e algumas tradições artesanais femininas na Irlanda

A artista irlandesa Ally Nolan que, em 2025, esteve em residência artística em Olho de Boi, Almada, veio a descobrir que o estúdio onde se encontrava tinha sido uma fábrica de redes da Companhia Portuguesa de Pesca. Começou então a pesquisar sobre as mulheres que aí trabalharam, urdindo redes de pesca à mão – as chamadas redeiras.

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Ally Nolan observou as semelhanças entre o ofício das redeiras almadenses e algumas tradições artesanais femininas na Irlanda, onde a produção e o conserto manuais também faziam parte da vida laboral das mulheres.

Estabeleceu paralelismos inspiradores para a sua prática artística. Os primeiros estudos foram desenvolvidos utilizando transferências de fotografias de arquivo, bordado manual, acrílico, gravura a laser e burel. O projeto foi sendo continuamente aprofundado, durante cerca de um ano, como resposta às histórias do lugar.

Todo esse trabalho de Ally Nolan está agora em exposição, até 20 de junho, na Galeria Municipal de Arte, em Almada, onde se reúnem também peças do acervo do Museu de Almada, incluindo fotografias, documentos de arquivo, utensílios e ferramentas, que contextualizam os trabalhos têxteis recentemente criados pela artista. O foco permanece nas redeiras, no seu quotidiano e no seu trabalho, repetitivo, especializado e fisicamente desafiador. 

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Ally Nolan é uma artista cuja prática explora a forma como os têxteis são influenciados pelo lugar, pela comunidade e pela identidade cultural. O seu trabalho reúne técnicas têxteis manuais e digitais para investigar as histórias contidas nos materiais e no trabalho quotidiano que os produz, com um foco particular no trabalho artesanal feminino e no conhecimento que muitas vezes não foi registado ou foi subvalorizado.

Partindo da pesquisa em arquivos, narrativas e patrimónios, Nolan trabalha frequentemente com fotografias e documentos históricos para compreender melhor as pessoas e as comunidades que dão corpo às tradições têxteis.

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