APA faz descargas em barragens para prevenir cheias em Alcácer do Sal

APA faz descargas em barragens para prevenir cheias em Alcácer do Sal

APA faz descargas em barragens para prevenir cheias em Alcácer do Sal

José Pimenta Machado, explicou que o agravamento das condições meteorológicas, até ao próximo sábado, obrigou a uma gestão preventiva das albufeiras

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) revelou esta quarta-feira que tem efetuado descargas preventivas em barragens para evitar riscos de cheias em Alcácer do Sal devido à depressão Therese.

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Em declarações à agência Lusa, o presidente da APA, José Pimenta Machado, explicou que o agravamento das condições meteorológicas, até ao próximo sábado, obrigou a uma gestão preventiva das albufeiras.

“Hoje é o dia que vai chover mais e devemos ter em conta que os solos estão muito saturados”, afirmou.

Segundo Pimenta Machado, desde terça-feira que as autoridades “estão a preparar as albufeiras para encaixar o volume de água adicional” que poderá resultar da depressão Therese. 

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“Estivemos a preparar as albufeiras, [a] ganhar encaixe, quer no [Rio] Mira, na barragem de de Santa Clara, quer no [Rio] Sado, com destaque para as barragens do Pego do Altar e Vale do Gaio, para, no fundo, encaixar” o maior volume de água, explicou. 

O responsável referiu ainda que a Barragem de Vale do Gaio, no concelho de Alcácer do Sal e cujo volume de armazenamento situa-se nos 90%, “é a mais importante para minimizar o risco de cheias” na cidade, por ser a que tem “a maior bacia drenante”.

Segundo Pimenta Machado, a APA está igualmente atenta ao pico da maré no Sado, previsto para as 15:00, que deverá atingir os “3,5 metros” e que “pode provocar cheias” em Alcácer do Sal.

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“Queremos evitar o encontro da maré [porque], sempre que há o pico da maré, o rio tem dificuldades em entrar e [essa situação] pode provocar cheias”, disse.

Mas, ao mesmo tempo, Pimenta Machado garantiu que as autoridades estão “a gerir a situação” e assegurou que “o pior já passou”, apesar de as previsões apontarem para “mais chuva ao final do dia” de hoje.

“Creio que, com a gestão que fizemos e com a chuva que está prevista, vamos conseguir controlar a situação e não vamos ter cheias no Rio Sado”, afiançou, afirmando estar a trabalhar em articulação com a câmara municipal e as associações de regantes.

Devido à subida do caudal do Rio Sado provocada pela chuva intensa, a marginal e a Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal, estiveram inundadas durante vários dias, desde o final de janeiro e até meados de fevereiro.

A depressão Therese, que começou a afetar o tempo em Portugal continental, na terça-feira, terá mais impacto no Centro e Sul, com aguaceiros por vezes fortes e “não se podendo excluir os fenómenos extremos de vento localizados”, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), nesse dia.

Em comunicado, o IPMA referiu então que a depressão irá ficar centrada a oeste de Portugal continental, até sábado, sendo expectável “a formação de linhas organizadas de instabilidade que tenderão a avançar de sul para norte sobre o território do continente, e que terão maior impacto sobre as regiões Centro e Sul”.

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