A “Santa Aliança”, com o império e a sua filial sionista a comandarem as hostes, desencadearam mais uma guerra no Médio Oriente. Desta vez, principalmente contra o grande empecilho que impede o controlo da região e a expansão do “grande Israel”. E, claro, também pelas suas imensas potencialidades energéticas, o Irão. Mas também contra o Líbano.
Um dos pretextos, é igual ao da invasão e destruição do Iraque; a existência de armas de destruição massiva. A diferença, é que agora são ainda mais específicos; o perigo do Irão conseguir armas nucleares. Recorde-se, perigo esse, que Trump já tinha assegurado, depois do último ataque àquele país, que durante muitos e bons anos, não conseguiria. O segundo pretexto, se não se tratasse de assunto tão sério e perigoso, dava para nos rebolarmos a rir; “contribuir para a libertação do povo iraniano do regime teocrático e terrorista”. Usam mesmo a palavra terrorista. Os responsáveis pelo genocídio, ainda em curso, do povo palestiniano.
Portanto, estamos perante uma guerra, mais uma, que viola todos os princípios legais e morais. O Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas. Uma guerra de rapina e expansão que não olha a meios para atingir os fins. Uma guerra que visa, para posterior controlo, provocar o caos, tal como fizeram no Iraque ou na Líbia. Com episódios tão miseráveis como o bombardeamento de uma escola provocando quase 200 mortos. A grande maioria, crianças. Meninas. Ou o afundamento de uma fragata com quase 200 homens de guarnição, bem longe das costas do Irão, no Sri Lanka, por um torpedo lançado de um submarino.
Perante tudo isto, perante esta pirataria, esta política da canhoneira, com a honrosa exceção de Espanha, como reage a UE e o Reino Unido? Não só não condenando, como praticamente apoiando. Portando-se como a terceira componente desta santa aliança. Macron, por exemplo, agressivamente pondo-se em bicos- de- pés, a ameaçar reforçar e expandir o arsenal nuclear da França. Para deleite, entre outros, de Merz e Starmer. E, Montenegro, tal como já tinha feito Durão Barroso, pondo a Base das Lajes à disposição do império, agora “de Trump”.
Tudo isto, como habitualmente, para manipulação e controlo das massas, muito bem impingido pelos media que controlam.
Se assim não fosse, davam bem mais oportunidade a quem se bate pela paz e não tem o discurso único. Por exemplo, tinham ido na passada quinta-feira à Casa do Alentejo ouvir duas vozes das mais bem informadas e credíveis deste país, que ali fizeram duas excelentes e utilíssimas intervenções. O major-general Agostinho Costa e o professor universitário e filósofo, Viriato Soromenho-Marques, que ali estiveram numa sessão pública a convite do Movimento pelos Direitos do Povo Palestino no Médio Oriente (MPPM) e do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC). Usaram também da palavra Carlos Almeida pelo MPPM e Isabel Camarinha pelo CPPC.
Assistiram 200 ou 300 pessoas. Mas se lá estivessem as televisões, assistiam 2 ou 3 milhões.