Assistimos há poucos dias a um episódio lamentável e evitável por parte da Vice-presidente da Assembleia da República, a Deputada eleita pelo círculo eleitoral de Setúbal Teresa Morais.
Enquanto se preside aos trabalhos das sessões plenárias, seja o presidente José Pedro de Aguiar Branco ou quaisquer um dos Vice-presidentes, devem seguir o Regimento que regula o funcionamento das sessões plenárias.
Decidiu Teresa Morais abrir um precedente ao decidir ser a própria a encerrar a sessão plenária com uma opinião pessoal ao arrepio do constante no Regimento ao qual esta adstrita ao seu cumprimento e não fosse suficiente teve uma postura muito incorreta para com um Deputado tão eleito quanto a própria.
Quando se fala que temos que defender as instituições democráticas é exatamente o contrário que a Sra. Vice-presidente em exercício naquela sessão plenária fez. E isso sim é o degradar das instituições demonstrando não estar à altura do cargo.
Se demonstra não conseguir despir a camisola de Deputada do PSD então que dê o lugar e se sente na sua bancada parlamentar e então sim é livre de opinar sobre tudo e todos na liberdade que assuste a cada um dos Deputados.
Não podia a bancada parlamentar do Chega ficar impávida e serena a assistir passivamente a esta autêntica vergonha e desrespeito pelo Regimento e pelos Deputados e abandonámos o plenário em protesto contra um precedente gravíssimo do ponto de vista institucional.
Jamais compactuaremos com atitudes destas e nunca nos calaremos nem deixaremos de tomar uma posição seja ela mais ou menos entendida ou compreendida pela opinião pública, até porque comunicação social tem tido um registo pouco parcial demostrando claramente uma agenda própria promovendo uma agenda de esquerda e de alguma direita que na verdade tem toques de esquerda cada vez menos disfarçáveis.
Continuaremos a construir o caminho em que acreditamos e em que cada vez mais portugueses também acreditam.
Os donos disto tudo não se revelam apenas no sistema bancário mas também no sistema político e, acreditem, por nós não passarão. Doa a quem doer, critique-se mais ou menos. O caminho da luta pela verdade é um compromisso que não abandonaremos.