Utentes de Saúde de Almada exigem suspensão do encerramento da Urgência de Obstetrícia no Barreiro

Utentes de Saúde de Almada exigem suspensão do encerramento da Urgência de Obstetrícia no Barreiro

Utentes de Saúde de Almada exigem suspensão do encerramento da Urgência de Obstetrícia no Barreiro

Transferência destas valências para o Hospital Garcia de Orta ignora que o aumento da distância, que se traduz em maior tempo de resposta

A Comissão de Utentes da Saúde do Concelho de Almada exige ao Governo a suspensão imediata do plano de encerramento da Urgência de Obstetrícia do Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, previsto para março deste ano, assim como o reforço do Serviço Nacional de Saúde.

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Para a comissão o encerramento definitivo da Urgência de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital de Nossa Senhora do Rosário é uma decisão “lesiva para a segurança materno-infantil, ao obrigar as grávidas a deslocações com maior risco até Almada, ao Hospital Garcia de Orta”.

Lembra a comissão que, em novembro do ano passado, em sede de reunião com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Almada e Seixal, manifestou “discordância e preocupação” relativamente ao eventual encerramento da Urgência de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital do Barreiro.

Considera assim, que a transferência destas valências para o Hospital Garcia de Orta “ignora que o aumento da distância, que se traduz em maior tempo de resposta, é um fator crítico em situações de emergência obstétrica, colocando em risco a vida de mães e dos bebés”. Além disso, “ignora a sobrecarga que irá exercer naquela unidade, atualmente já sob pressão e com problemas críticos, exemplificando-se a escassez de médicos anestesiologistas, o que condiciona não só a maternidade, mas toda a resposta cirúrgica”.

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 Para a Comissão de Utentes da Saúde do Concelho de Almada, sem qualquer dúvida, o encerramento da Urgência de Obstetrícia do Hospital Nossa Senhora do Rosário “não é uma ‘reorganização’, mas sim a prossecução da estratégia de desmantelamento do SNS, um desinvestimento num hospital que serve uma vasta área populacional”. Assim sendo, a alegação de falta de condições “deve ser respondida com investimento em recursos humanos e equipamentos, e não com o abandono das populações”, refere em nota de Imprensa enviada a O SETUBALENSE.

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