Municípios como Almada beneficiam de apoios para reparação de calamidades

Municípios como Almada beneficiam de apoios para reparação de calamidades

Municípios como Almada beneficiam de apoios para reparação de calamidades

Ministro explicou que, apesar dos problemas detetados na Costa de Caparica e em Porto Brandão, “o município tem muito mais gente, muito mais território, em que o nível de afetação não é o mesmo”

O município de Almada vai poder beneficiar de apoios para os prejuízos causados pelas recentes tempestades, com base num decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros, apesar de não integrar os concelhos abrangidos pela situação de calamidade.

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Segundo o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, “o município de Almada é um exemplo muito paradigmático” da “justeza deste regime” aprovado hoje em Conselho de Ministros, que alarga a todo o território nacional os apoios e medidas de simplificação que vigoram para 90 concelhos afetados pelas recentes tempestades que assolaram o país.

Questionado sobre o caso do município do distrito de Setúbal, que possui cinco centenas de pessoas deslocadas, em consequência do mau tempo, o porta-voz do Governo assegurou que a “dimensão populacional e territorial” de Almada, com “um conjunto de situações identificadas”, merecem a atenção do executivo.

No entanto, explicou, apesar dos problemas detetados na Costa de Caparica e em Porto Brandão, “o município tem muito mais gente, muito mais território, em que o nível de afetação não é o mesmo”.

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Nesse sentido, acrescentou, com base no levantamento da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), considerou-se que Almada não corresponde, “em termos de abrangência territorial, a uma situação que justificasse declarar todo o município” na situação de calamidade.

Esse entendimento, acrescentou Leitão Amaro, que falava no final da reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa, não justifica, porém, que as pessoas afetadas fiquem “esquecidas e para trás e sem acesso aos apoios”.

“Tenho a certeza que, quando esse pedido for feito para adesão aos vários apoios, [e] a CCDR avaliar, a Câmara da Almada vai ser rápida a dar o seu parecer e identificar a situação”, referiu.

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O decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros, reforçou, “dá resposta a essas pessoas, a todas aquelas pessoas por todos os municípios do país” que até hoje “estavam com dúvidas” se seriam apoiadas, “tendo passado pela mesma situação, o mesmo tipo de danos causado pelo mesmo fenómeno”.

“Esta solução dá cobertura, dá esperança e dá segurança a essas pessoas que podem ser apoiadas. E, portanto, eu diria, podem a partir de hoje, nessa perspetiva, ficar sossegados”, salientou.

Num despacho publicado esta semana em Diário da República, mais 22 municípios juntaram-se aos 68 abrangidos pela situação de calamidade, na sequência da depressão Kristin, que afetou severamente várias regiões do país a partir da madrugada de 28 de janeiro.

O novo decreto-lei estende os apoios e medidas de recuperação a todo o país, para situações comprovadamente decorrentes das tempestades, num “procedimento muito simples, pedido junto da CCDR”, no caso de obras e intervenções particulares, com parecer de reconhecimento do município, e da respetiva CCDR no caso de obras municipais.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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