Segundo a presidente da Câmara de Almada “isto não é uma resposta de um dia para o outro” e é preciso um plano mais alargado para a toda a arriba fóssil da Costa de Caparica
A Câmara de Almada está a ultimar o pedido para enviar ao Governo para que decrete situação de calamidade no concelho, anunciou hoje a presidente da autarquia que pede um “plano alargado” para a arriba da Costa de Caparica.
Inês de Medeiros falava aos jornalistas, acompanhada pelo líder do PS, José Luís Carneiro, durante uma visita à zona de Porto Brandão, que foi evacuada na quarta-feira devido ao deslizamento de terras da arriba provocado pelo mau tempo e onde hoje as pessoas retiravam as suas coisas de casas, que estão em risco de ruir.
“Tem que ser a [situação de] calamidade. Nós temos todo o comércio lá em baixo do Porto Brandão que está absolutamente interditado, temos famílias aqui que provavelmente nunca mais vão poder voltar para aqui, portanto, precisamos de uma calamidade, mas sobretudo alargada no tempo”, disse.
Segundo a presidente da Câmara de Almada “isto não é uma resposta de um dia para o outro” e é preciso um plano mais alargado para a toda a arriba fóssil da Costa de Caparica, tendo em conta também a necessidade de acolher as pessoas.
Inês de Medeiros adiantou que os serviços já estão a preparar o pedido e que, assim que seja possível tendo em conta a magnitude da resposta que estão a dar no terreno, o vão formalizar junto do Governo com “o maior número de dados possíveis”.
Questionada sobre algumas queixas de moradores de apoio insuficiente da autarquia nestas operações na zona de Porto Brandão, a socialista assegurou que tem havido “imenso apoio da câmara” e que a “junta tem sido incansável”.
“Agora as pessoas estão, de facto, numa situação de desespero, numa situação de uma dor profunda porque é toda uma vida que aqui está e, portanto, é natural. Não vamos entrar agora nessas querelas. Há muita coisa que provavelmente, ao longo de décadas, não deveria ter acontecido, aconteceu e agora é enfrentar o presente e garantir o futuro destas pessoas”, disse.