Moradores de Porto Brandão, Almada, voltaram hoje a casa para retirar bens

Moradores de Porto Brandão, Almada, voltaram hoje a casa para retirar bens

Moradores de Porto Brandão, Almada, voltaram hoje a casa para retirar bens

Foto: Alex Gaspar

 Está também a ser pensada a retirada, por via fluvial, de veículos que ainda se encontram em Porto Brandão

Alguns moradores de Porto de Brandão, no concelho de Almada, voltaram hoje às suas casas, acompanhados das autoridades, para retirarem bens, mantendo-se a interdição preventiva de permanência na zona face ao deslizamento de terras, disse fonte da autarquia.

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Segundo a mesma fonte, para hoje está também a ser pensada a retirada, por via fluvial, de veículos que ainda se encontram em Porto Brandão.

A maior preocupação das autoridades, adiantou, é o que poderá acontecer na noite de hoje e madrugada de sexta-feira, face às previsões de agravamento das condições atmosféricas, tendo em conta as zonas do concelho com risco de deslizamento de massas.

A localidade de Porto Brandão, no concelho de Almada, foi evacuada preventivamente, na quarta-feira, devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas, na sequência do mau tempo.

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Daquela zona do concelho, segundo a presidente da autarquia, Inês de Medeiros, foram acolhidas 160 pessoas.

“Aquilo está a deslizar a olhos vistos”, afirmou a autarca em conferência de imprensa realizada ao final do dia de quarta-feira, salientando que, por essa razão, o município tomou a decisão de retirar “todas as pessoas e empresas que se encontravam em Porto Brandão”.

A autarca adiantou ainda que, neste momento, nada se pode fazer em relação às terras e que será preciso esperar, já que não existe qualquer tipo de operação que possa ser desenvolvida.

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“Infelizmente, tenho de pedir às pessoas que tenham paciência, porque, neste momento, não há possibilidade de dar resposta de quando poderão voltar”, acrescentou, assegurando que agora, “em princípio, não está ninguém em Porto Brandão”.

Inês de Medeiros apelou ainda para que ninguém se desloque para aquela zona do território.

A autarca admitiu que está a ponderar fazer um pedido ao Governo para declarar situação de contingência ou de calamidade no concelho, por considerar que vai ser necessário apoio perante as situações ocorridas na sequência do mau tempo.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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