Retirados 48 moradores de Porto Brandão para a Trafaria

Retirados 48 moradores de Porto Brandão para a Trafaria

Retirados 48 moradores de Porto Brandão para a Trafaria

foto: Alex Gaspar

A localidade de Porto Brandão começou hoje a ser evacuada devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas, na sequência do mau tempo

Quarenta e oito pessoas foram hoje retiradas de Porto Brandão, no concelho de Almada, por via fluvial, numa operação integrada na evacuação daquela localidade devido ao deslizamento de terras, disse o presidente da Transtejo-Soflusa.

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Em declarações à agência Lusa, Rui Ribeiro Rei precisou que foram transportadas 48 pessoas, cinco viaturas e seis animais de estimação.

“Fizemos esse transbordo às três e meia da tarde e continuamos disponíveis para o que for necessário fazer”, disse.

O presidente da Transtejo-Soflusa explicou que disponibilizou os meios para a retirada das pessoas, tendo a Proteção Civil solicitado ao princípio da tarde o transporte fluvial para levar pessoas e bens do cais de Porto Brandão para a Trafaria.

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Esta operação, em articulação com o Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara Municipal de Almada, que coordenou, e a GNR, decorreu entre as 15:15 e as 16:15, tendo sido assegurado o transporte pelo ferry “Lisbonense”.

A localidade de Porto Brandão começou hoje a ser evacuada devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas, na sequência do mau tempo.

Segundo a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, foi decidido evacuar Porto Brandão porque “aí é que se teme uma derrocada maior que pode cortar os acessos” à localidade.

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O transporte regular de passageiros entre Porto Brandão, no distrito de Setúbal, e Belém, em Lisboa, está interrompido por tempo indeterminado uma vez que não existe acesso rodoviário à localidade.

A estrada de Porto Brandão está interditada a viaturas e, por esse motivo, o serviço de transporte de passageiros encontra-se temporariamente limitado a Trafaria – Belém, sendo realizado de acordo com os horários em vigor.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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