Ocorrências provocadas pelo mau tempo aumentam para mais de um milhar

Ocorrências provocadas pelo mau tempo aumentam para mais de um milhar

Ocorrências provocadas pelo mau tempo aumentam para mais de um milhar

Serviços operacionais da Câmara de Setúbal continuam a trabalhar no terreno. Depressão Nils foi falso alarme, mas há aviso de chuva e ventos fortes

O concelho de Setúbal já contabiliza mais de um milhar de ocorrências resultantes das três tempestades que, nas últimas semanas, se sucederam no País. Até à passada sexta-feira havia registo de 850 ocorrências, total que foi atualizado com mais de duas centena de casos, de acordo com os dados revelados ontem pela Câmara Municipal de Setúbal.

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“O Centro Municipal de Operações de Socorro de Setúbal registou um total de 1 070 ocorrências entre 27 de janeiro e as 11h00 de hoje [ontem], por influência do mau tempo que assolou o concelho neste período, tendo nas últimas horas havido mais 11 relativas a quedas de árvores e postes”, informa a Câmara de Setúbal, em comunicado.

O balanço abrange, sobretudo, os períodos em que ocorreram as tempestades Kristin (no final de janeiro) e Leonardo e Marta, que se seguiram neste início de fevereiro. Para ontem estavam previstos períodos de chuva intensa, sobretudo para as regiões Norte e Centro, e para os próximos dias a previsão é de ventos fortes no Norte e nas terras altas, mas, ao contrário do que chegou a circular nas redes sociais, “não há nenhuma depressão Nils” a afetar Portugal, disse Nuno Lopes, chefe de previsão meteorológica e vigilância do IPMA, em declarações à SIC.

Em Setúbal, os serviços operacionais do Município “continuam a trabalhar em contínuo em todo o concelho na resolução dos problemas” causados pelas intempéries, salienta a autarquia, que volta a detalhar os principais impactos das tempestades no território setubalense.

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“As ocorrências registadas, mais 55 do que as verificadas às 14h00 de segunda-feira, 9 de fevereiro, incluem inundações de superfície devido à acumulação da água da chuva, deslizamento de terras, sinalizações de perigo e queda de árvores, de postes de eletricidade e telecomunicações e de estruturas móveis e fixas, havendo ainda vários muros que dividem quintais e logradouros de casas particulares em risco de derrocada”, resume a edilidade.

Ontem, por razões de segurança, foi “necessário encerrar à circulação de peões o passeio da EN [Estrada Nacional] 10-4 sobre o Parque Urbano de Albarquel e os passadiços do Jardim Multissensorial das Energias, na Avenida Belo Horizonte”. Duas situações que, segundo a autarquia, “necessitam de uma avaliação das condições de estabilidade dos terrenos para definição das medidas a adotar”.

No primeiro caso, explica o Município, verificou-se “um deslizamento de terras para o estacionamento do Parque Urbano de Albarquel, resultante da instabilidade do talude devido à acumulação de água em excesso”, ao passo que “os passadiços do Jardim Multissensorial das Energias registaram danos importantes na sequência das anomalias estruturais identificadas no local”.

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Em Azeitão, adianta, “a Rua dos Pinheiros tem a circulação condicionada junto do lar Villaserena, devido à erosão da berma, aos danos registados no sistema de drenagem das águas da chuva, ao deslizamento de terras e à degradação do pavimento, apresentando a via uma largura útil reduzida e risco para a segurança rodoviária”.

Intervenções em curso
Entre as várias intervenções asseguradas pelas equipas operacionais do Município conta-se o corte de “uma árvore de grande porte que caiu no Cemitério da Paz”, além de outras que tombaram junto do Campo Municipal das Pedreiras, no Viso.

Foram ainda cortadas “diversas árvores que tombaram no perímetro das Piscinas Municipais das Manteigadas e um pinheiro manso que caiu no Parque Verde da Bela Vista”. Foi também efetuada a “limpeza de uma zona na Avenida António Sérgio, onde uma árvore foi arrastada por um aluimento de terras, e dos detritos resultantes do deslizamento de terras verificado no estacionamento do Parque Urbano de Albarquel”.

Na segunda-feira, a autarquia já havia informado que tinham sido “podadas e rebaixadas árvores na Praceta de São Gabriel, limpa a área da Academia de Padel, no Parque de Vanicelos, afetada por uma inundação pelas águas da chuva, e feitas limpezas em várias zonas da cidade”, a juntar ao “corte de árvores caídas ou em risco de queda na EN 10-4, na zona de Albarquel”.

Na atualização que foi divulgada ontem, o Município frisa que o acesso ao Hospital do Outão continua “a ser feito pela EN 10, via Aldeia Grande”, já que, devido à queda de árvores de grande porte, a EN10-4 está cortada “entre Albarquel e o entroncamento da Gávea”. A circulação entre a Restinguinha e Albarquel voltou a poder ser feita, mas “condicionada à utilização de uma via”.

“Quem se deslocar para o Hospital do Outão deve entrar na estrada que liga Setúbal à Figueirinha no cruzamento da Gávea, após utilizar as estradas N10 e N10-4, passando por Aldeia Grande, pela Rasca e pela fábrica da Secil, e deve prestar particular atenção ao estado do piso”, alerta a autarquia.

No troço da EN 10-4, entre a Restinguinha e a Gávea, “caíram ou estão em vias de cair mais de 200 árvores, o que torna previsível que o encerramento ao trânsito a partir de Albarquel se possa prolongar por três semanas”, informa a edilidade.

“Mais à frente, a Rua Orlando Curto, que liga a EN 10-4 no entroncamento da Gávea à Rua Círio da Arrábida, na praia da Figueirinha, está também encerrada entre o acesso ao Hospital do Outão e a Figueirinha por razões de segurança, devido à deteção de instabilidades nas arribas e taludes adjacentes à via”, sublinha.

“A circulação pedonal nas Escadinhas do Castelo, que ligam a Avenida Luísa Todi às ruas do Mal Cozinhado e do Castelo, está interdita devido ao risco de queda de um muro, enquanto a queda de árvores e o deslizamento de terras condicionaram a circulação no estacionamento do Parque Urbano de Albarquel”, faz notar a autarquia, a finalizar.

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