Publicidade: Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China. As recentes visitas de chefes de Estado e de governo europeus à China evidenciam um esforço crescente de aproximação e de pragmatismo nas relações entre a Europa e a China, num contexto internacional marcado por incerteza económica e tensões geopolíticas.
No final de janeiro, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, realizou uma visita oficial à China, tendo-se reunido com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim no dia 29. Durante o encontro, ambas as partes concordaram que a China e o Reino Unido devem desenvolver uma parceria estratégica abrangente, estável e de longo prazo, transformando o “grande potencial” da cooperação sino-britânica em resultados concretos.
Desde o final do ano passado, vários líderes europeus têm visitado a China, incluindo representantes de Espanha, França, Irlanda, Finlândia e Reino Unido. Estes países, provenientes de diferentes regiões da Europa, desempenham um papel relevante no cenário político e económico do continente, o que confere maior peso político a este movimento diplomático.
Com o início do 15.º Plano Quinquenal em 2026, a China tem transmitido ao exterior uma mensagem clara de compromisso com o desenvolvimento de alta qualidade e com a ampliação de uma abertura de alto nível. Paralelamente, os países europeus enfrentam um ritmo de crescimento económico mais moderado e procuram aproveitar o dinamismo da economia chinesa para revitalizar as suas próprias economias.
No plano internacional, marcado por tendências de unilateralismo, protecionismo e competição entre grandes potências, os governos europeus têm demonstrado uma crescente necessidade de reequilibrar as suas relações externas, adotando uma abordagem mais racional e pragmática face à China.
A análise das agendas das visitas revela que o reforço da cooperação económica e comercial tem sido um objetivo central. Tanto o primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, como o britânico Keir Starmer, viajaram acompanhados por delegações empresariais significativas. No caso britânico, a farmacêutica AstraZeneca anunciou, no dia 29, um plano de investimento superior a 100 mil milhões de yuans na China até 2030, destinado à expansão das suas atividades de produção e investigação, ilustrando o caráter mutuamente benéfico da cooperação bilateral.
Durante os encontros com líderes europeus, Xi Jinping reiterou que “a China e a Europa são parceiras, não adversárias”, sublinhando que a cooperação deve prevalecer sobre a concorrência e que o consenso deve sobrepor-se às divergências. Segundo o presidente chinês, o fortalecimento do diálogo entre as duas partes constitui um sinal positivo num cenário global de instabilidade.
Num contexto de transformações profundas na ordem internacional, a Europa tem vindo a ajustar a sua visão estratégica e a sua política externa, privilegiando cada vez mais a abertura, o diálogo e a cooperação como princípios orientadores das suas relações internacionais.