A tempestade quase perfeita

A tempestade quase perfeita

A tempestade quase perfeita

, Ex-bancário, Corroios
27 Janeiro 2026, Terça-feira
Francisco Ramalho

Até o tempo colabora. É depressão, atrás de depressão, com frio, vento, chuva e neve a infernizar-nos a vida. E por aqui no nosso cantinho, ainda vamos indo. Em Moçambique, por exemplo, são muitos milhares a sofrer as consequências. Com mortos e desalojados. E noutras partes do mundo, claro! É o resultado das famigeradas alterações climáticas, com culpas de leão para o bicho homem.

Na política, então, é o que se constata. Um descalabro. Trump insiste em gerir o mundo à sua maneira e tirar daí os respetivos dividendos. Não lhe bastava já tentar fazer de novo a América Latina no seu quintal das traseiras. Quer mais. O homem é insaciável. Os seus grandes objetivos são; à custa da rapina, tentar solucionar a colossal dívida pública dos EUA que no início deste ano atingiu 38,3 biliões de dólares e continua a aumentar. E gerir o mundo à sua maneira, desprezando por completo o direito internacional e até a ONU. Veja-se o que propõe para a martirizada Palestina. Um Conselho de Paz, gerido vitaliciamente por ele, para erguer sobre os cadáveres de milhares de palestinianos, um condomínio de luxo. E a Europa que sempre se submeteu aos seus antecessores e até há pouco a ele, começa agora, timidamente, a reagir. Sobretudo com a questão da Gronelândia, onde ele pretende substituir-se à Dinamarca para, como sempre, abocanhar as suas imensas riquezas.

- PUB -

Cá pelo Burgo, tivemos eleições. O resultado foi uma desgraça. O melhor candidato, o que mais garantias dava para defesa da Constituição, dos direitos dos trabalhadores e do povo, não chegou aos 100 mil votos. O pior deles todos, o saudosista de Salazar e do fascismo, alcançou mais de 1 milhão e trezentos mil.

A tempestade seria mesmo perfeita, se na segunda volta conseguisse os seus intentos.

Temos esperança que os democratas deste país, se unam para impedir que o demagogo e populista, que anda aí a prometer tudo a toda a gente, sem explicar como o faria, uma vez que é defensor do sistema que permite que uma ínfima minoria, os grandes acionistas dos grupos económicos, tenham lucros de milhões, enquanto a grande maioria deste povo, anda a fazer contas à vida e a poupar os cêntimos para lhe chegarem até ao fim do mês. Muitos, a terem que decidir-se entre medicamentos ou alimentos.

- PUB -

 O demagogo e populista, que acha que os imigrantes é que são os culpados por esta sociedade tão desigual e injusta. Os imigrantes, a esmagadora maioria, que com o seu trabalho, contribuem para a economia e desenvolvimento do país e com os seus descontos, dão um forte contributo para a Segurança Social.

O demagogo e populista, que nem sequer se demarca dos terroristas do grupo 1143 que, na sombra, tentam subverter e desestabilizar o regime democrático. Grupo terrorista que incluía elementos do seu partido agora detidos pelas autoridades.

Portanto, no próximo dia oito, não temos dois candidatos normais. António José Seguro não era o melhor. Mas agora é. Para que a liberdade e a atual Constituição continuem em vigor.

Partilhe esta notícia
- PUB -

Notícias Relacionadas

- PUB -
- PUB -

Apoie O SETUBALENSE e o Jornalismo rumo a um futuro mais sustentado

Assine o jornal ou compre conteúdos avulsos. Oferecemos os seus primeiros 3 euros para gastar!

Quer receber aviso de novas notícias? Sim Não