Face ao extremismo, a solidez da moderação

Face ao extremismo, a solidez da moderação

Face ao extremismo, a solidez da moderação

27 Janeiro 2026, Terça-feira
Deputado do PSD

A segunda volta das eleições presidenciais coloca Portugal numa encruzilhada política que ultrapassa largamente a aritmética partidária habitual. Não estaremos apenas a escolher um rosto para Belém – estaremos a decidir o timbre, o modo e o caráter da convivência democrática para os próximos cinco anos. É por isso que, sem dilemas ou reservas mentais, depositarei agora o meu voto em António José Seguro.

Vivemos um tempo de perigosa fragmentação. A sociedade portuguesa, outrora pautada pela brandura de costumes que inibia os extremismos, enfrenta hoje divisões profundas e crescente polarização. Face a este cenário, a escolha transcende a mera preferência ideológica. É uma decisão sobre a saúde moral da democracia e a preservação do regime que coletivamente construímos em liberdade.

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Perante todos desenha-se um projeto de cariz notoriamente iliberal. Um propósito alimentado pela retórica inflamada e confrontacional como ferramenta de promoção política e por uma mundivisão que requer a estigmatização do “outro” para crescer. Contra esta deriva é imperativo apoiar quem interpreta, na sua essência, o valor da moderação.

A Presidência da República não pode ser confundida com um palco de guerrilha política, nem a sua praxis servir o radicalismo. O seu titular deve ser, por definição e dever, o guardião da Constituição e nunca o seu detrator. Ora, uma personalidade moderada, como Seguro, intui que o seu papel não é dividir Portugal entre “nós” e “eles”. Sabe, ao invés, que a sua missão é a de fecundar o terreno comum que nos une, respeitando a diversidade de pensamento dentro dos limites inegociáveis do regime democrático. O Presidente não governa, não lidera fações e não procura transformar a natureza do regime através do confronto direto com os outros órgãos de soberania.

Optar pela moderação é, nas atuais circunstâncias, o único ato de profunda sensatez. Exprime a rejeição dos extremos que corroem o tecido social e minam a confiança nas instituições. Significa escolher um estilo no exercício do cargo que privilegia o diálogo sobre o monólogo, o argumento robusto sobre o insulto fácil e a busca de consensos sobre a imposição de vontades unilaterais.

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Não sou socialista, nem tenciono sê-lo. Contudo, recuso contribuir para uma sociedade cujo combustível seja a intolerância e o ressentimento. Nesta encruzilhada histórica, apoiar o candidato moderado exprime-se num voto a favor de uma Presidência equilibrada, digna e agregadora. É a afirmação clara que queremos um Chefe de Estado que represente a totalidade dos portugueses, que se empenhe em aliviar as fraturas sociais em vez de as aprofundar.

O futuro da coesão nacional depende desta escolha. É uma decisão que somos chamados a fazer, mesmo aqueles que não a desejaram primitivamente. Mas perante a responsabilidade que o momento exige, a neutralidade não é opção.

A minha escolha está feita.

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