Carnaval do Montijo suspenso este ano para voltar em 2027 de ‘forma planeada e responsável’

Carnaval do Montijo suspenso este ano para voltar em 2027 de ‘forma planeada e responsável’

Carnaval do Montijo suspenso este ano para voltar em 2027 de ‘forma planeada e responsável’

Falta de tempo para preparar o evento e opção por aplicar os recursos financeiros disponíveis em obras prioritárias na base da decisão

O executivo municipal do Montijo decidiu não realizar o Carnaval este ano, por “responsabilidade, rigor e respeito pelo interesse público”. Mas, as comemorações serão retomadas em 2027. O anúncio foi feito por Ilídio Massacote, vereador da Cultura, na reunião de câmara de quarta-feira passada.

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“Não existe tempo útil para preparar o Carnaval com a qualidade, dignidade e dimensão que um evento desta natureza exige e os montijenses merecem. A realização apressada comprometeria a organização, a segurança, a qualidade artística e o impacto junto da comunidade, o que não se coaduna com os padrões de exigência que este executivo assume”, começou por justificar o autarca eleito pelo movimento independente Montijo com Visão e Coração (MVC).

Segundo Ilídio Massacote, a decisão de suspender este ano a realização dos desfiles carnavalescos – que, desde que foram reativados, têm contado com uma dezena de carros alegóricos, mais de mil participantes e, ultimamente, com um cortejo noturno (a somar aos diurnos de domingo e terça-feira) – tem ainda por base uma outra opção do executivo.

“Uma opção clara de gestão rigorosa dos recursos públicos. O Município enfrenta problemas estruturais prioritários, nas áreas de educação, higiene urbana, manutenção das estradas e de outros serviços essenciais. Entende o executivo que os recursos financeiros disponíveis devem ser aplicados de forma responsável e orientados para responder a essas necessidades concretas”, explicou.

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Ao mesmo tempo, o vereador criticou o executivo anterior pelo “dinheiro queimado” com a edição passada, já que dos três desfiles previstos apenas um – o noturno – se realizou.

“No ano anterior, o Carnaval representou um encargo para a autarquia de cerca de 191 mil euros e revelou uma falta de planeamento gritante, porque ao caírem uns pingos de chuva os carros não puderam sair”, atirou, para juntar de seguida: “Também não repuseram o corso nos fins-de-semana seguintes e, por último, deixaram os carros [alegóricos] ao ar livre, sujeitos à intempérie”.

E, a terminar, afiançou: “Este executivo assume o compromisso de trabalhar, de forma planeada e responsável, para que em 2027 o Carnaval possa voltar com qualidade e sustentabilidade financeira”.

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A argumentação do autarca do MVC foi bem acolhida pela vereação do Chega. “Acompanhamos a responsabilidade financeira… Achamos que o valor gasto é um exagero”, disse o vereador Nuno Valente, que sugeriu um modelo de organização com maior envolvimento da comunidade e do tecido empresarial local.

Já Ricardo Bernardes, vereador do PS, defendeu que, independentemente do modelo que venha a ser adotado, o Carnaval deve continuar a ser gratuito e a contar com o envolvimento do movimento associativo. “São características que consideramos relevantes que continuem a existir”, frisou.

Fernando Caria, presidente da Câmara Municipal eleito pelo MVC, deixou uma garantia: “Este Carnaval é de cariz popular, foi e será feito com as associações do nosso concelho”, concluiu.

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