Comunidade de roazes mantém-se estável com um nascimento e uma morte em 2025

Comunidade de roazes mantém-se estável com um nascimento e uma morte em 2025

Comunidade de roazes mantém-se estável com um nascimento e uma morte em 2025

Foto de arquivo

“Bravo” foi avistado pela primeira vez em julho e “Escuro”, que nasceu em 1996, acabou por morrer já adulto

A população de roazes-corvineiros residente no rio Sado, única no País e uma de três na Europa, manteve no ano passado os 26 indivíduos. Nasceu uma nova cria, “Bravo”, em julho, e morreu um adulto em maio. Trata-se de um macho, nome “Escuro”, que nasceu em 1996.

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De acordo com fonte oficial do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), não foi possível determinar a causa da morte dado o estado de decomposição do animal. “Entre 2014 e 2025, o número de indivíduos da população variou entre 32 e 25. Embora o número de indivíduos desta população do Estuário do Sado se tenha mantido estável durante as duas últimas décadas, o seu reduzido efetivo populacional implica que seja necessário adotar algumas medidas de proteção, como o ICNF tem vindo a fazer ao longo dos anos”, avança a mesma fonte.

Uma das medidas de proteção da população, que visam principalmente as embarcações de avistamento de golfinhos como fonte de stress junto dos golfinhos passa pela interdição de observação e permanência das embarcações em agosto na entrada do estuário do Sado, e a suspensão diária de atividade de observação de cetáceos, no período entre as 13 e as 15 horas.

Entre 2017 e 2020 nasceram onze golfinhos, quase três por ano. Nos dois anos seguintes, não houve nascimentos e morreram dois adultos. Em 2023 houve um recorde de nascimento nunca visto, seis crias nascidas. Já em 2024 não houve nascimentos e morreram quatro golfinhos.

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O ICNF considera que, ao manter-se o número de indivíduos sem grande alteração, “a variação associada com nascimentos ou mortes que ocorrem em cada ano não deve ser analisada anualmente nem isoladamente, mas integrada com outros fatores como a faixa etária e sexo dos individuo, a caraterização genética da população, a sobrevivência de crias e juvenis, bem como o estado fisiológico de cada individuo”.

Os roazes-corvineiros, ou Tursiops Truncatus, devem o nome “roaz” ao facto de gostarem de roer as redes que os pescadores deitavam ao mar. Já “corvineiro” vem do gosto que esta espécie tinha pela corvina, quando ela existia em abundância na zona do estuário e que agora voltou.

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