Montenegro quer economia com relações laborais sólidas

Montenegro quer economia com relações laborais sólidas

Montenegro quer economia com relações laborais sólidas

O primeiro-ministro, Luís Montenegro (C), e o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida (3-E), durante a cerimónia de entrega de contratos de investimento da AICEP em Sines, 20 de janeiro de 2026. RUI MINDERICO/LUSA

Primeiro-ministro garantiu que o Governo “não quer prejudicar ninguém nos seus direitos fundamentais, nem penalizar o equilíbrio social do País”

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu esta terça-feira uma economia com relações laborais sólidas, que garanta os direitos dos trabalhadores, mas capaz de tornar as empresas mais competitivas.

- PUB -

“Queremos uma economia com relações laborais sólidas, com certeza garantindo os direitos dos trabalhadores, garantindo a estabilidade laboral, mas garantindo também que o mercado laboral tenha flexibilidade suficiente para as empresas serem competitivas”, afirmou.

Luís Montenegro falava após a cerimónia de assinatura de contratos de investimento entre a AICEP a CALB Europe, Everbio, Lift One, Savannah Lithium, Topsoe Batterry Materials e United Petfood que se realizou em Sines.

“Vejo muita gente a reclamar, e bem, mais salários, melhores salários. Vejo muita gente, e bem, a reclamar pagar menos impostos e ter um rendimento disponível maior, só que para isso é preciso criar mais riqueza, para isso é preciso sermos mais produtivos, fazer mais do que os outros fazem, para isso é preciso ter uma ‘performance’ melhor e ter maior agilidade”, realçou.

- PUB -

No seu entender, o País precisa de assumir que “as empresas, sem porem em causa o essencial dos direitos dos seus trabalhadores, têm de ser suficientemente flexíveis na sua gestão para serem mais rentáveis”.

“Só sendo mais rentáveis podem pagar mais e só sendo mais rentáveis podem também pagar menos impostos e só as pessoas ganhando mais podem pagar menos impostos”, acrescentou.

No seu discurso, Luís Montenegro garantiu que o Governo “não quer prejudicar ninguém nos seus direitos fundamentais, nem penalizar o equilíbrio social do País”.

- PUB -

“Pelo contrário, queremos melhorá-lo, só que é preciso ter esta mentalidade. Aqueles que ficam radicados no imobilismo, aqueles que têm medo da mudança, aqueles que não ousam dar passos, que são passos seguros, mas que às vezes é preciso aguentar estes momentos de transição, esses ficam para trás”, assegurou.

E reforçou que Portugal é “um País seguro”, que “quer continuar a ser seguro” e que “não esmorece o seu esforço para continuar a ser seguro”.

“Somos um País com estabilidade política, com estabilidade económica, com estabilidade financeira. A estabilidade política sei que por estes dias é sempre gerador de muita apreciação, mas acreditem com estabilidade política”, afirmou.

Questionado pelos jornalistas, à margem da sessão, sobre a neutralidade na segunda volta das presidenciais, disse, ser “indiscutível” que o cidadão Luís Montenegro “vai votar”. 

De acordo com a AICEP, o valor global dos contratos de investimento assinados hoje totalizam 3.077 milhões de euros, com incentivos de 699,7 milhões de euros e a criação de 2.336 postos de trabalho.

Partilhe esta notícia
- PUB -

Notícias Relacionadas

- PUB -
- PUB -

Apoie O SETUBALENSE e o Jornalismo rumo a um futuro mais sustentado

Assine o jornal ou compre conteúdos avulsos. Oferecemos os seus primeiros 3 euros para gastar!

Quer receber aviso de novas notícias? Sim Não