Operadora Alsa Todi tem 60 novos autocarros elétricos para servir concelhos da Margem Sul

Operadora Alsa Todi tem 60 novos autocarros elétricos para servir concelhos da Margem Sul

Operadora Alsa Todi tem 60 novos autocarros elétricos para servir concelhos da Margem Sul

Responsável da Alsa Todi pediu ainda mais faixas Bus e uma reflexão governamental para que, com o fim da concessão das travessias do Tejo

A empresa que assegura o transporte rodoviário público nos concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal tem a partir de hoje mais 60 autocarros elétricos, num investimento de 24 milhões de euros.

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Segundo o diretor-geral da Alsa Todi, Juan Gomez Piña, com a aquisição destes 60 novos autocarros elétricos, que tiveram financiamento de 12 milhões de euros através do Fundo Ambiental, a empresa passa a ter um total de 127 autocarros elétricos, o que permite, juntamente com 35 movidos a gás, que 55% da sua frota “seja amiga do ambiente”.

Os novos veículos, que vão entrar ao serviço da Carris Metropolitana nos concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, foram apresentados esta segunda-feira numa cerimónia pública que contou com a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, do primeiro secretário Metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa (AML), Carlos Humberto de Carvalho, e dos autarcas daqueles seis concelhos do distrito de Setúbal.

Na sua intervenção Juan Gomez Piña apelou às entidades presentes para que seja feito um investimento nos abrigos para passageiros e alertou para o facto de a Gare do Oriente estar a esgotar a sua capacidade, o que “provoca grandes constrangimentos”.

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O responsável da Alsa Todi pediu ainda mais faixas Bus e uma reflexão governamental para que, com o fim da concessão das travessias do Tejo, possa ser colocada na equação a possibilidade de os autocarros elétricos ficarem isentos do pagamento de portagens.

Também Carlos Humberto de Carvalho alertou para os constrangimentos no terminal da Gare do Oriente, classificando-o como um problema sério que pode complicar.

Pela Gare do Oriente, explicou, passam 5,1 milhões de passageiros por ano, dos quais 52% utilizam as linhas que servem os concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal.

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O primeiro secretário metropolitano da AML disse ainda que, em 2025, registou-se naquela gare um aumento de 23% de passageiros face ao ano anterior.

Segundo Carlos Humberto de Carvalho, a Carris Metropolitana registou entre 2023 e 2024, em toda a AML, um crescimento de 38% no número de passageiros, o que se traduz em 54 milhões por ano.

No que respeita à área 4 da Carris Metropolitana (concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal), o crescimento é na ordem dos 54%.

Para a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, com estes novos autocarros, a Carris Metropolitana continua a elevar o seu padrão de qualidade da oferta, sublinhando que este investimento contribui para o cumprimento das metas do Pacto Ecológico Europeu.

Cristina Pinto Dias destacou que cada nova ligação aproxima as pessoas e encurta a distância aos empregos, às escolas e ao lazer e frisou que esse desejo será melhor conseguido se os transportes funcionarem de forma integrada: operacionalmente, nos horários, entre diferentes modos de transporte e entre vários operadores.

“Esta será a pedra de toque na conquista de mais pessoas para o transporte público. Se tudo isto fluir, as pessoas virão”, disse adiantando que é preciso integrar a informação em tempo real sem dispersar por várias aplicações, considerando impensável que um passageiro tenha de olhar para todas as aplicações.

O foco, adiantou, é colocar as pessoas no centro e prestar melhor serviço, pelo que considera essencial um esforço maior para articular a informação entre todos os operadores para que as viagens tenham informação em tempo real que facilite a tomada de decisão por parte dos passageiros.

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